53 anos da Paradinha, 18 desfiles meus da Mocidade, que comemoração.
A Mocidade necessitava de mudanças, em diversar areas da escola. Parece que essas mudanças aconteceram, vamos ver o que acontecerá, por que nessa crise que assolou a escola nos ultimos anos, a direção tentou solucionar esses problemas resgatando as origens, coisa que nao deu certo, realmente a Mocidade precisa inovar, saberemos se isso deu certo na quarta feira a tarde.
Seja bem vindo Renato Vieira que coreografou lindamente a comissão de frente.
O carro abre alas muda de cor, perfeito!!!
A bateria deu um show a parte com muitos tipos de paradinhas, e coreografia, e um visual muito bonito, linda coreografia de atravessar a bateria, o jogo de cores perfeito!!
O medo que veio no final desse desfile é da Mocidade ser tratada como a Viradouro foi tratada há dois anos, visto que o desfile nao foi tao impecavel, apresentou defeitos graves na primeira alegoria, fazendo a escola ficar parada por muito tempo. Mas mesmo assim fico na torcida pela Mocidade Guerreira em 2012. Ainda não será o nosso titulo táo sonhado e esperado há17 carnavais mas pelo menos podemos nao cair.
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domingo, 19 de fevereiro de 2012
Mocidade Independente
Em 1955, o time de futebol Independente Futebol Clube transformara-se em bloco, participando de um concurso de blocos em Padre Miguel, promovido pelo falecido político Waldemar Vianna de Carvalho. Como houve um empate entre a Mocidade Independente e o Unidos de Padre Miguel, Waldemar resolveu as coisas de modo diplomático, considerando a Mocidade uma escola de samba e dando-lhe o primeiro lugar na categoria, premiando assim o Unidos de Padre Miguel como melhor bloco.
Em 1956, apresentou o enredo "Castro Alves", novamente num desfile local. Em 1957, participou pela primeira vez do desfile oficial no Rio de Janeiro, com o enredo "O Baile das Rosas", quando tirou um 5° lugar. No ano de 1958, foi campeã do segundo grupo com o enredo "Apoteose ao Samba". De 1959 em diante passou a integrar o grupo principal e não desceu mais.
Em 1958, a bateria, sob a batuta de Mestre André, deu pela primeira vez a célebre "paradinha" em frente à comissão julgadora, mantendo o ritmo para que a escola continuasse evoluindo. O povo passaria, mais tarde, a acompanhar tal "bossa" com o grito de "Olé". Durante este período, a Mocidade era conhecida como "uma bateria que carregava a escola nas costas", pois a bateria era mais conhecida do que a própria escola, que só alguns anos depois teria condição de competir com as grandes da época (Portela, Império Serrano, Salgueiro e Mangueira).
No ano de 1974, com o carnavalesco Arlindo Rodrigues, apresentou o enredo "A festa do Divino", tirando um 5° lugar. Mas neste ano ela poderia ter ganhado o campeonato, se não tirasse uma nota 4 em fantasia - o que foi considerado um escândalo, na época, visto que Arlindo era conhecido e consagrado pelo bom gosto e requinte nas fantasias. A campeã Salgueiro teve apenas 4 pontos a mais que a Mocidade, ou seja, um simples 8 em fantasias daria o título à Padre Miguel, visto que no quesito de desempate, bateria, o Salgueiro tinha 9 e a Mocidade 10.
Desde então, a escola deixava de ser conhecida apenas por sua bateria, para impor-se como grande escola de samba. Em 1975, a Mocidade vence pela primeira vez as "quatro grandes", num desfile realizado em outubro durante o congresso da ASTA - American Society of Travel Agents, no Rio de Janeiro, em que as escolas do grupo principal realizaram um desfile competitivo, a Mocidade foi campeã.
Em 1976, por ironia, a Mocidade empatou em segundo lugar, com a Mangueira, e perdeu o desempate por ter um ponto a menos na nota da tão famosa bateria nota 10. Em 1979, ainda com Arlindo Rodrigues, a Mocidade conquista o seu primeiro campeonato com "O Descobrimento do Brasil".
No ano seguinte, assumiu o carnaval Fernando Pinto, produzindo desfiles excepcionais na Mocidade e projetando-se como um dos mais criativos e inventivos carnavalescos já conhecidos.
No primeiro ano de Fernando Pinto na Mocidade, em 1980, a escola conquistou um segundo lugar com o enredo "Tropicália Maravilha". Em 1983, a Mocidade recebe o Estandarte de Ouro de melhor comunicação com o público com o enredo "Como era verde o meu Xingu". Fernando permaneceu na escola até 1988 e fez grandes carnavais na Mocidade na década de 1980: além de "Tupinicópolis", deu à escola o título de 1985, com "Ziriguidum 2001". Nesse carnaval, a Mocidade entraria na Avenida com um enredo futurista, projetando o carnaval do próximo século.
Era Renato Lage e morte de Castor de Andrade
Em 90, a Mocidade passaria ao comando de Renato Lage, que consagrou a escola em três anos: em 90, contando sua própria história ("Vira Virou, a Mocidade Chegou"); em 91, falando sobre a água ("Chuê, Chuá… As Águas Vão Rolar"); e em 96, com um enredo sobre a relação entre o homem e Deus ("Criador e Criatura").
Em 1997, a Mocidade perdeu seu patrono, Castor de Andrade. Dois anos depois, a escola fez um desfile primoroso, com uma homenagem à Villa-Lobos, com o enredo "Villa-Lobos e a Apoteose Brasileira". O público vibrou com o desfile. Porém, neste ano, uma decepção aconteceu: a Mocidade, que sempre se concentrou ao lado dos Correios, precisou se concentrar em frente ao edifício conhecido como "Balança Mas Não Cai", perto do qual há um viaduto que frequentemente atrapalha as alegorias das escolas que ali se concentram. No caso da Mocidade, a escola demorou demais a por os destaques nos grandes carros alegóricos e abriu um enorme buraco entre os setores 1 e 3, logo no começo da passarela. Apesar da grande falha, certamente foi a campeã para muita gente que viu e se emocionou com aquele belíssimo desfile.
Em 2000, a Mocidade veio literalmente vestida com as cores do Brasil, apresentando o enredo "Verde, Amarelo, Azul-Anil Colorem o Brasil no Ano 2000". O belíssimo e imponente carro abre-alas, uma imensa nave espacial dos índios do futuro, deu uma amostra do que seria a escola. A Mocidade passou muito bem, mas o samba-enredo arrastado impediu que a escola decolasse e atingisse colocações melhores. Mesmo assim, ficou em um honroso quarto lugar, credenciando-se ao Desfile das Campeãs. Após o carnaval de 2002, Renato Lage deixou a escola.
Depois da era Renato Lage
Em 2003, assumiu o carnavalesco Chico Spinoza, que levou para a avenida enredos de cunho social, como doação de órgãos e educação no trânsito. Em 2005, com a mudança da diretoria, a Mocidade contrata um carnavalesco de característica clássica, Paulo Menezes. Seu carnaval fez lembrar as formas de Arlindo Rodrigues, porém a escola terminou na 9ª colocação . Em 2006, entra Mauro Quintaes, com o carnaval sobre os 50 anos da escola, porém a escola não teve novamente uma boa colocação, inclusive sendo vaiada no setor 1 terminando na 10ª colocação.
Ainda em 2006, no mês de outubro, a Mocidade Independente de Padre Miguel encerrou o do show do grupo Mexicano RBD, onde o grupo sambou junto com a escola, que foi bastante aplaudida, tendo o show sido posteriormente lançado em DVD.
No ano de 2007 entra outro carnavalesco, Alex de Souza, que contou a história do artesanato terminando na pior colocação desde a era Castor de Andrade, na 11º colocação. Para 2008, a escola trocou outra vez de carnavalesco, desta vez trouxe Cid Carvalho, que com um enredo temático dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, consegue melhorar um pouco em relação ao carnaval passado, na 8ª colocação.
Para 2009 a escola trouxe de volta Wander Pires como sua voz oficial e Mestre Jorjão. Além disso, o carnavalesco Cláudio Cebola, que fazia parte da comissão de carnaval, foi promovido a carnavalesco oficial. O enredo, a princípio seria uma homenagem ao centenário da morte do escritor Machado de Assis, mas foi posteriormente alterado, com a inclusão também de Guimarães Rosa no tema, sendo um completo fiasco. Última escola do Grupo Especial a definir seu samba para 2009, a Mocidade enfrentou algumas polêmicas nesse processo, quando escolheu um samba com características pouco convencionais e que era preterido pela maioria da comunidade e afastou o diretor José Luiz Azevedo, e no final terminou na 11º colocação, ficando perto de descer para o Grupo A.
Para 2010 a escola trouxe de volta carnavalesco Cid Carvalho, David do Pandeiro - que dividiu o posto de intérprete com Nêgo - e estreou Bêreco como diretor de bateria. Nesse ano, mostrou o enredo Do paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura, conseguindo melhorar uma posição em relação ao carnaval anterior.
No ano de 2011, a Mocidade continuou com Cid Carvalho como carnavalesco, Nêgo como cantor oficial, junto com Rixxah, e falou sobre a história da agricultura e da agropecuária, com o enredo A Parábola dos Divinos Semeadores. O enredo foi de difícil interpretação, além de não ser bem desenvolvido durante o desfile. Rogério Andrade, filho de Castor, se tornou ainda em 2009 o presidente de honra da escola. Tendo sua mulher Andrea, como rainha de bateria. Em 2011, mesmo com alegorias e fantasias superiores aos últimos anos, a escola não mostrou bom nível de desfile, ficando aquém das outras agremiações, em 7° lugar, não desfilando no Desfile das Campeãs.
Em 1956, apresentou o enredo "Castro Alves", novamente num desfile local. Em 1957, participou pela primeira vez do desfile oficial no Rio de Janeiro, com o enredo "O Baile das Rosas", quando tirou um 5° lugar. No ano de 1958, foi campeã do segundo grupo com o enredo "Apoteose ao Samba". De 1959 em diante passou a integrar o grupo principal e não desceu mais.
Em 1958, a bateria, sob a batuta de Mestre André, deu pela primeira vez a célebre "paradinha" em frente à comissão julgadora, mantendo o ritmo para que a escola continuasse evoluindo. O povo passaria, mais tarde, a acompanhar tal "bossa" com o grito de "Olé". Durante este período, a Mocidade era conhecida como "uma bateria que carregava a escola nas costas", pois a bateria era mais conhecida do que a própria escola, que só alguns anos depois teria condição de competir com as grandes da época (Portela, Império Serrano, Salgueiro e Mangueira).
No ano de 1974, com o carnavalesco Arlindo Rodrigues, apresentou o enredo "A festa do Divino", tirando um 5° lugar. Mas neste ano ela poderia ter ganhado o campeonato, se não tirasse uma nota 4 em fantasia - o que foi considerado um escândalo, na época, visto que Arlindo era conhecido e consagrado pelo bom gosto e requinte nas fantasias. A campeã Salgueiro teve apenas 4 pontos a mais que a Mocidade, ou seja, um simples 8 em fantasias daria o título à Padre Miguel, visto que no quesito de desempate, bateria, o Salgueiro tinha 9 e a Mocidade 10.
Desde então, a escola deixava de ser conhecida apenas por sua bateria, para impor-se como grande escola de samba. Em 1975, a Mocidade vence pela primeira vez as "quatro grandes", num desfile realizado em outubro durante o congresso da ASTA - American Society of Travel Agents, no Rio de Janeiro, em que as escolas do grupo principal realizaram um desfile competitivo, a Mocidade foi campeã.
Em 1976, por ironia, a Mocidade empatou em segundo lugar, com a Mangueira, e perdeu o desempate por ter um ponto a menos na nota da tão famosa bateria nota 10. Em 1979, ainda com Arlindo Rodrigues, a Mocidade conquista o seu primeiro campeonato com "O Descobrimento do Brasil".
No ano seguinte, assumiu o carnaval Fernando Pinto, produzindo desfiles excepcionais na Mocidade e projetando-se como um dos mais criativos e inventivos carnavalescos já conhecidos.
No primeiro ano de Fernando Pinto na Mocidade, em 1980, a escola conquistou um segundo lugar com o enredo "Tropicália Maravilha". Em 1983, a Mocidade recebe o Estandarte de Ouro de melhor comunicação com o público com o enredo "Como era verde o meu Xingu". Fernando permaneceu na escola até 1988 e fez grandes carnavais na Mocidade na década de 1980: além de "Tupinicópolis", deu à escola o título de 1985, com "Ziriguidum 2001". Nesse carnaval, a Mocidade entraria na Avenida com um enredo futurista, projetando o carnaval do próximo século.
Era Renato Lage e morte de Castor de Andrade
Em 90, a Mocidade passaria ao comando de Renato Lage, que consagrou a escola em três anos: em 90, contando sua própria história ("Vira Virou, a Mocidade Chegou"); em 91, falando sobre a água ("Chuê, Chuá… As Águas Vão Rolar"); e em 96, com um enredo sobre a relação entre o homem e Deus ("Criador e Criatura").
Em 1997, a Mocidade perdeu seu patrono, Castor de Andrade. Dois anos depois, a escola fez um desfile primoroso, com uma homenagem à Villa-Lobos, com o enredo "Villa-Lobos e a Apoteose Brasileira". O público vibrou com o desfile. Porém, neste ano, uma decepção aconteceu: a Mocidade, que sempre se concentrou ao lado dos Correios, precisou se concentrar em frente ao edifício conhecido como "Balança Mas Não Cai", perto do qual há um viaduto que frequentemente atrapalha as alegorias das escolas que ali se concentram. No caso da Mocidade, a escola demorou demais a por os destaques nos grandes carros alegóricos e abriu um enorme buraco entre os setores 1 e 3, logo no começo da passarela. Apesar da grande falha, certamente foi a campeã para muita gente que viu e se emocionou com aquele belíssimo desfile.
Em 2000, a Mocidade veio literalmente vestida com as cores do Brasil, apresentando o enredo "Verde, Amarelo, Azul-Anil Colorem o Brasil no Ano 2000". O belíssimo e imponente carro abre-alas, uma imensa nave espacial dos índios do futuro, deu uma amostra do que seria a escola. A Mocidade passou muito bem, mas o samba-enredo arrastado impediu que a escola decolasse e atingisse colocações melhores. Mesmo assim, ficou em um honroso quarto lugar, credenciando-se ao Desfile das Campeãs. Após o carnaval de 2002, Renato Lage deixou a escola.
Depois da era Renato Lage
Em 2003, assumiu o carnavalesco Chico Spinoza, que levou para a avenida enredos de cunho social, como doação de órgãos e educação no trânsito. Em 2005, com a mudança da diretoria, a Mocidade contrata um carnavalesco de característica clássica, Paulo Menezes. Seu carnaval fez lembrar as formas de Arlindo Rodrigues, porém a escola terminou na 9ª colocação . Em 2006, entra Mauro Quintaes, com o carnaval sobre os 50 anos da escola, porém a escola não teve novamente uma boa colocação, inclusive sendo vaiada no setor 1 terminando na 10ª colocação.
Ainda em 2006, no mês de outubro, a Mocidade Independente de Padre Miguel encerrou o do show do grupo Mexicano RBD, onde o grupo sambou junto com a escola, que foi bastante aplaudida, tendo o show sido posteriormente lançado em DVD.
No ano de 2007 entra outro carnavalesco, Alex de Souza, que contou a história do artesanato terminando na pior colocação desde a era Castor de Andrade, na 11º colocação. Para 2008, a escola trocou outra vez de carnavalesco, desta vez trouxe Cid Carvalho, que com um enredo temático dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, consegue melhorar um pouco em relação ao carnaval passado, na 8ª colocação.
Para 2009 a escola trouxe de volta Wander Pires como sua voz oficial e Mestre Jorjão. Além disso, o carnavalesco Cláudio Cebola, que fazia parte da comissão de carnaval, foi promovido a carnavalesco oficial. O enredo, a princípio seria uma homenagem ao centenário da morte do escritor Machado de Assis, mas foi posteriormente alterado, com a inclusão também de Guimarães Rosa no tema, sendo um completo fiasco. Última escola do Grupo Especial a definir seu samba para 2009, a Mocidade enfrentou algumas polêmicas nesse processo, quando escolheu um samba com características pouco convencionais e que era preterido pela maioria da comunidade e afastou o diretor José Luiz Azevedo, e no final terminou na 11º colocação, ficando perto de descer para o Grupo A.
Para 2010 a escola trouxe de volta carnavalesco Cid Carvalho, David do Pandeiro - que dividiu o posto de intérprete com Nêgo - e estreou Bêreco como diretor de bateria. Nesse ano, mostrou o enredo Do paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura, conseguindo melhorar uma posição em relação ao carnaval anterior.
No ano de 2011, a Mocidade continuou com Cid Carvalho como carnavalesco, Nêgo como cantor oficial, junto com Rixxah, e falou sobre a história da agricultura e da agropecuária, com o enredo A Parábola dos Divinos Semeadores. O enredo foi de difícil interpretação, além de não ser bem desenvolvido durante o desfile. Rogério Andrade, filho de Castor, se tornou ainda em 2009 o presidente de honra da escola. Tendo sua mulher Andrea, como rainha de bateria. Em 2011, mesmo com alegorias e fantasias superiores aos últimos anos, a escola não mostrou bom nível de desfile, ficando aquém das outras agremiações, em 7° lugar, não desfilando no Desfile das Campeãs.
Nome: G.R.E.S Mocidade Independente de Padre Miguel
Presidente: Paulo Vianna
Endereço: Rua Coronel Tamarindo, 38 - Padre Miguel - Rio de Janeiro - RJ - CEP 21870-000
Tel: (21) 3332-5823
Site: www.mocidadeindependente.com.br
Enredo: Por ti, Portinari: Rompendo a tela, à Realidade
Cores Oficiais: Verde e branco
Fundação: 10/11/1955
Carnavalesco: Alexandre Louzada
Rainha de bateria: Antonia Fontenelle
Colocação em 2011: 7º
Integrantes: 3.800
Presidente: Paulo Vianna
Endereço: Rua Coronel Tamarindo, 38 - Padre Miguel - Rio de Janeiro - RJ - CEP 21870-000
Tel: (21) 3332-5823
Site: www.mocidadeindependente.com.br
Enredo: Por ti, Portinari: Rompendo a tela, à Realidade
Cores Oficiais: Verde e branco
Fundação: 10/11/1955
Carnavalesco: Alexandre Louzada
Rainha de bateria: Antonia Fontenelle
Colocação em 2011: 7º
Integrantes: 3.800
“Por Ti, Portinari. Rompendo a tela, a realidade”
Autores: Diego Nicolau, Gabriel Teixeira e Gustavo Soares
Eu guardei em mim
A mais linda inspiração
Pra exaltar em tua arte
A brasilidade de sua expressão
Desperta gênio pintor
Mostra teu talento, revela o dom
Deixa a estrela guiar
Faz do firmamento, seu eterno lar
Solto no céu feito pipa a voar
Quero te ver qual menino feliz
Planta a semente do sonho em verde matiz
Emoção, me leva...
Livre pincel a deslizar
Vou navegar, desbravador
Um errante sonhador
Voar pelas asas de um anjo
Num céu de azulejos pedir proteção
Vida de um retirante
No sol escaldante que queima o sertão
Moinhos vencer... Histórias de amor
Riscar poesias em lápis de cor
Você, que do morro fez vida real
Pintou nossos lares num lindo mural
Você, retratando a alma, se fez ideal
Meu samba canta mensagens de "guerra e paz"
Seu nome será imortal em nosso Carnaval
É por ti que a Mocidade canta
Portinari, minha aquarela
Rompendo a tela, a realidade
Na voz da minha mocidade
Autores: Diego Nicolau, Gabriel Teixeira e Gustavo Soares
Eu guardei em mim
A mais linda inspiração
Pra exaltar em tua arte
A brasilidade de sua expressão
Desperta gênio pintor
Mostra teu talento, revela o dom
Deixa a estrela guiar
Faz do firmamento, seu eterno lar
Solto no céu feito pipa a voar
Quero te ver qual menino feliz
Planta a semente do sonho em verde matiz
Emoção, me leva...
Livre pincel a deslizar
Vou navegar, desbravador
Um errante sonhador
Voar pelas asas de um anjo
Num céu de azulejos pedir proteção
Vida de um retirante
No sol escaldante que queima o sertão
Moinhos vencer... Histórias de amor
Riscar poesias em lápis de cor
Você, que do morro fez vida real
Pintou nossos lares num lindo mural
Você, retratando a alma, se fez ideal
Meu samba canta mensagens de "guerra e paz"
Seu nome será imortal em nosso Carnaval
É por ti que a Mocidade canta
Portinari, minha aquarela
Rompendo a tela, a realidade
Na voz da minha mocidade
sábado, 6 de novembro de 2010
Criador e Criatura - Mocidade Independente 1996
Escolhi esse enredo para iniciar meu blog por que ele foi o primeiro Grande campeão do primeiro ano que acompanhei o carnaval do Rio de Janeiro pela TV. Me lembro como se fosse hoje a manha chuvosa de segunda quando eu acordei e liguei a televisão as sete horas da manha e vi os componentes da escola chorando, pois a anterior Mangueira havia atrasado seu desfile em mais de uma hora devido a chuva, e o dia já tinha amanhecido e a Mocidade havia preparado um desfile extremamente iluminado que perderia a graça ao ser visto de dia.
No carro abre alas, Adão e Eva nús em símbolo a criação do mundo, de madrugada eles incendiaram a Marquês de Sapucaí
Lembro - me de uma comissão de frente imensa com homens de mais de 3 metros de altura, devido as fantasias de Frankestein que pesavam mais de 30 quilos e eram feitas de ferro, de seus componentes chorando emocionados por terem carregado baterias automotivas em suas costas e não terem causado efeito visual algum em detrimento do amanhecer do dia.
Outro ponto marcante foi Wander Pires que motivou a escola, honrando o então título de puxador e levou firme um samba histórico sem duvida, um dos melhores da era moderna do Carnaval carioca. Samba este que vem a seguir com minhas análises a respeito do que vi naquele dia.
A mão que faz a bomba, faz o samba
Deus faz gente bamba
A bomba que explode o nesse carnaval
É a Mocidade levantando o seu astral
Cheio de amor
O Criador
Findou sua divina solidão
Fez surgir a natureza
Universo de fascinação
Luz, terra e mar
No firmamento astros a bailar
E numa luminosa inspiração
Faz o homem a mais sublime criação
Assim, o homem com sua ousadia
Avança o sinal no jardim do amor
Deu um salto, dominou a terra
Terra de Nosso Senhor
Olha pra mim, diga quem sou
Eu sou o espelho, sou o próprio Criador
Gênios, artistas e inventores
Fazem um mundo diferente
Mexem com a vida da gente
Dando asas à imaginação
Em uma nova era
A gente não sabe o que nos espera
Vem nessa, amor, pra um novo dia
Brincar no paraíso da folia
Na primeira parte como eu mencionei, foi remetido ao Èden a criação do homem e ao seu pecado, já na comissão de frente, foi citada a ciência capaz de recriar através dos bonecos feitos com pedaços de cadáveres.
A criação se rebelou e nos setores seguintes, foram retratadas as conseqüências dessa rebeldia, sendo mostrada a arrogância do homem ao ser comparado com o próprio criador.
Ainda no gancho da ciência, foi retratada a arte de recriar em todas as nuances das artes, ciencias, e novas tecnologias que o homem cria constantemente.
Como um bom enredo de Renato Lage não pode faltar uma referência futurista e as incertezas de um porvir onde esperança e folia se misturam, e o mesmo homem que faz a guerra, faz a paz.
Sejam Bem Vindos!!!
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